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Cassiano –
Apresentamos nosso Cassiano
(1973)
Quando comecei a cantar, perguntei ao
meu pai (que também é cantor) qual disco
deveria ouvir para aprender algumas técni-
cas. Ele indicou esse do Cassiano, que tem
uma voz linda e é um dos nossos maiores
soulmen. A técnica dele me deu um norte
a seguir. E como sou colecionador, hoje te-
nho tudo que o músico lançou.
Soweto –
Farol das estrelas
(1999)
Na minha opinião, a interpretação do
Belo foi um divisor de águas no pago-
de. Ele trouxe novidades no que diz
respeito aos timbres e entonação. Antes, todo mundo adap-
tava o vocal de samba às baladas. Ele fez o contrário. É um
cantor romântico que interpreta pagodes. Tanto que o som
do Soweto é bem peculiar. Posso dizer que depois do surgi-
mento dessa banda, nada mais foi igual na música nacional.
fotos:diVulgação
Só Pra Contrariar –
Depois do prazer
(1997)
Essa banda é absurda. Junto com o Raça Negra, foi uma das pioneiras em levar novas estruturas às
músicas de samba,com instrumentos de sopro,guitarras,teclados e outras coisas que não eram comuns
até então. O resultado é um som muito classudo e esse disco em particular fez o Brasil conhecer
Alexandre Pires e companhia.
Brian McKnight –
Just me
(2011)
Nutro verdadeira paixão pela black music.
Tenho muitos discos do gênero, que é
uma escola de interpretação e musicalida-
de. Brian McKnight, que recentemente
gravou conosco, sempre foi um dos meus
maiores ídolos. Fazer parceria com ele foi ter um sonho realizado.
Nesse disco, de 2011, a virtuosidade vocal e instrumental arrebata os
ouvintes. É um dos melhores trabalhos desse cantor, que já tem mui-
tos anos de carreira e merecia ser mais conhecido no Brasil.
Exaltasamba –
Alegrando a massa
(2003)
Vou citar um segundo disco da banda, mas explico: c. Com a entrada de Thiaguinho, o Exalta se
transformou em outro grupo, totalmente diferente da fase do Chrigor. O que já era diferente, bom,
ficou ainda mais interessante com a entrada de sangue novo. Os singles deixaram de ser tão român-
ticos e passaram a ser mais alegres, mais descolados e pop.
Harmonia do Samba –
Harmonia do Samba
(1999)
Sou um verdadeiro fã do pagode baiano, que tem aque-
la linguagem dançante, instrumentistas virtuosos, um
trabalho percussivo diferenciado e grandes vocalistas.
Xanddy é um dos represen-
tantes desse gênero quemais
me agrada. Muito visceral
no palco, coloca até os mais
durões para dançar. De fato,
um disco que fez o Brasil
olhar para a Bahia e enxer-
gar além do axé.
Sorriso Maroto –
Sorriso Maroto
(2000)
Esse foi o disco que nos colocou no mercado. E o momento não era dos melhores, hein? As bandas
dos anos 90 estavam passando por transformações, com vocalistas saindo, formações sendo trocadas
e outros estilos estavam mais em evidência. Foi uma atitude muito arriscada apostar em um grupo de
pagode naquele período e a gente conseguiu consolidar nosso nome, trazendo inovações para o gêne-
ro e mantendo-o vivo num momento de crise.
Jeito Moleque –
Eu nunca amei assim
(2003)
O Jeito Moleque foi um dos primeiros grupos de samba formados exclusivamente por gente da classe média.
Os integrantes não têm pinta de pagodeiros, são todos brancos, com jeito de playboys. À primeira vista, eles
são parecidos com surfistas, skatistas, roqueiros. Tudo, menos pagodeiros. Mas não, eles tocam samba. E to-
cam muito bem. Colocaram o estilo em baladas de gente endinheirada e quebraram o estigma de que pago-
de é música de pobre. E esse disco foi um marco nesse sentido. Foi depois do surgimento do Jeito Moleque
que percebi que o Sorriso precisava dialogar também com esse público das classes A e B.