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á muitos anos que os grandes escritórios do show business
brasileiro não se concentram apenas no Rio e em São Paulo.A
descentralização desse mercado é uma realidade, que pode ser
confirmada coma localizaçãode empresas importantes e imponentes,
como o Clube do Cowboy.
Montada e gerida há cerca de 20 anos em Uberlândia, a empresa
está sediada nessa cidade por um forte motivo: logística.Uberlândia
situa-se no Triângulo Mineiro e está muito próxima das divisas de
São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Ou seja, está em Minas,
mas ao lado de outros três estados importantes para o segmento
sertanejo. Essa escolha, aliada ao profissionalismo da equipe do
Clube doCowboy,foramfatores preponderantes para a consolidação
no mercado de shows. Atualmente, a empresa atende a diversas
prefeituras e sindicatos rurais pelo país.“No total,organizamos mais
de 200 eventos no ano. Como temos contato muito positivo com
escritórios artísticos, conseguimos comprar e vender shows sempre
com condições justas”, comenta Marcelo Mu, que, ao lado de
Alexandre Melo, comanda o escritório.
Além desses números representativos, o Clube do Cowboy
destaca-se também na produção de shows de Carnaval. São eventos
espalhados por 22 cidades,comrodíziode bandas entre as localidades.
“Antes, uma banda se apresentava quatro, cinco dias no mesmo
município. Nós implantamos o sistema de rodízio, fazendo com que
as bandas se alternem nas várias cidades onde organizamos os shows
de carnaval. Além de atrair mais público por oferecer sempre um
show diferente, damos a oportunidade à banda de se projetar em
vários municípios”, explica Glênio Mundim.
Porém, a grande franquia da empresa continua sendo o festival
itinerante Cowboy Forever. Com 17 anos de existência, funciona
com grade que inclui artistas de vários escritórios e com uma mistura
interessante de nomes consolidados, emergentes e músicos antigos.
Mais do que organizar os eventos, hoje o Clube do Cowboy
oferece outros serviços na área de produção de shows. Busca de
patrocínio para prefeituras e sindicatos rurais, organização de
projetos para captação via Lei Rouanet, estruturas de arenas de
eventos e editora musical estão no leque de serviços oferecidos pelo
escritório. “Victor & Leo já editam músicas por
aqui e temos
buscado novos talentos para editar com a gente. A ideia é trabalhar
com artistas de todo o país e não só com os integrantes do cast da
empresa”, adianta Usthane Rodrigues, diretora do departamento.
Sócio-fundador do Clube do Cowboy, Alexandre Melo é um profissional aberto a novidades, mas também crítico. Ele acredita que ainda
falta profissionalismo ao segmento de shows no Brasil. Principalmente se comparado ao norte-americano. Confira:
» O que falta para o mercado nacional ser menos amador?
Nosso mercado cresceu muito, mas de forma pouco profissional, com gente trabalhando
mais com a emoção do que com a razão. Temos muitos empresários que não são gestores de carreira no Brasil. Assim, vemos carreiras que acabam preco-
cemente porque o manager não soube calcular custos e otimizar logística para o artista se locomover pelo país. Por isso, já passou da hora de existir um
curso superior para formação de gestores na área de entretenimento, além de legislação específica para o setor.
» Qual o diferencial do Clube do Cowboy em gerenciamento e estrutura?
No Clube do Cowboy e na Vida Boa (empresa criada para gerir a
carreira de Victor & Leo) somos muito criteriosos quanto a isso. Tanto que temos avião e hangar no aeroporto de Uberlândia para transportar a dupla.
Isso não é ostentação e sim uma alternativa para diminuir custos e facilitar a locomoção de Victor & Leo pelo país. Só resolvemos investir nisso depois
que percebemos que iria facilitar nossa logística. Mesma coisa para as carretas, que são de nossa propriedade (só terceirizamos ônibus). A sede da empre-
sa é nossa e estamos investindo em uma arena para shows na região. É preciso pensar em tudo se o empresário pretende ser grande.
» Você acha que empresários devem se envolver na área artística?
Dar opinião, quando consultado, não é nenhum problema. Mas determinar o
que o artista deve fazer não funciona com profissionais sérios e talentosos, como Victor & Leo. Afinal de contas, a parte criativa é reponsabilidade deles.
Estou aqui para ajudá-los na área administrativa. Sou dos que ainda acreditam que artista deve se envolver na criação e o empresário, na administração.
Interesse pelo trabalho do outro é sempre importante, mas sem ser invasivo.
eStruturacompetente
"mercadopreciSaSeprofiSSionaliZar"