SUCESSO#155 - page 24

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Capa
P
or
H
elder
M
aldonado
S
ertanejo, folk, MPB, rock, AOR, pop. Não importa a clas-
sificação que se dê ao som produzido por Victor & Leo.
Trata-se de uma dupla e ponto final. Tentar compreender
em que rótulo os irmãos mineiros se encaixam é um exercício
pouco recomendado. Primeiro porque a dupla é reconhecida jus-
tamente por não se prender a um só gênero. Ao mesmo tempo
que grava sertanejo, não deixa de experimentar sonoridades mais
pesadas, como o hard rock, ou menos óbvias, como r'n'b. E as
experiências não soam forçadas, como se a dupla estivesse atiran-
do para todos os lados no intuito de agradar o maior número de
pessoas possível. Pelo contrário. Independente do estilo que gra-
va, a dupla impõe suas características sem soar forçado.
Isso é fruto da influência musical variada dos irmãos. Victor &
Leo são fãs de sertanejo, claro, mas não é só. Neil Young, Buddy
Guy, John Lee Hooker, Alceu Valença, Guns'n Roses, Dire
Straits, Phil Collins e muitos outros entram na lista de artistas
admirados pela dupla. "Por isso que para nós é natural gravar
músicas que soam diferentes entre si dentro de um mesmo disco.
Não sei se somos uma dupla sertaneja que toca rock ou roqueiros
que tocam música sertaneja", confessa Leo.
No novo disco,
Viva por mim
(Som Livre), é fácil notar essa
postura. Além do folk e do sertanejo, há hard rock, soul e r'n'b no
repertório. Lançado em dezembro, o CD é o mais diferenciado
da carreira da dupla.Além das influências diversificadas,Leo par-
Sem
rótuloS
Victor&leo
lançamdiscopelasomlivre,queconfirmaa inquietação
dadupla; projeto inclui norepertório influênciasderocker'n'b
ticipou mais ativamente na criação de letras e músicas. "Sempre
produzimos em parceria,mas dessa vez criei umas coisas sozinho.
As vozes também foram trabalhadas de forma diferenciada, ex-
plorando backing vocals e os tons médios", comenta Leo.
Até mesmo entre os convidados a diversidade predomina. No
disco, há a presença de sertanejos de gerações e estilos diferentes,
como Jorge & Mateus (
Guerreiro
), Bruno & Marrone (
Eu vim
pra te buscar
) e Almir Sater (
Tudo bem
). Na entrevista a seguir, a
dupla dá outros detalhes sobre o disco, comenta a ida para a Som
Livre e opina a respeito da música sertaneja.
» Por que a participação maior do Leo na parte criativa?
Leo -
Na verdade, em todos os nossos trabalhos, produzimos e arran-
jamos tudo em conjunto. É uma característica nossa, mesmo quando
compartilhamos a produção com outros profissionais. Porém, essa é a
primeria vez que tanto o Victor quanto eu criamos algumas coisas
sozinhos. De uns dois anos para cá, resolvi começar a escrever, colocar
no papel versos sobre relacionamentos anteriores e o atual. Acabou
dando certo. Foi uma descoberta interessante para mim como artista.
Comecei a mostrar pro Victor essas letras no começo do ano e ele me
encorajou a continuar.
» E como vocês chegaram à conclusão de arranjar as músicas
com roupagens menos óbvias?
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