SUCESSO#155 - page 70

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POR ONDE ANDA
P
OR
G
USTAVO
G
ODINHO
D
iferentemente de muitos artistas que iniciaram a carreira na década de 60, Luis Vagner não parou na pista. O guitarrista
boa praça continua compondo e em dezembro lançou o EP
Samba rock reggae ritmos em blues e outras milongas mais
–,
trabalho que dará origem a um CD com canções inéditas a ser lançado em fevereiro. O EP
Samba rock reggae...
quebra o
hiato de 12 anos em que o artista ƒcou sem gravar. “O samba rock está caindo no esquecimento porque é um gênero muito difícil
de tocar. Músicos e produtores não sabem atuar nessa vertente. Hoje, muitos grupos tocam rock com melodia de samba, mas isso
não tem nada a ver com samba-rock”, completa.
Apesar das reclamações, Luis Vagner continua com seu estilo paz e amor. E tem motivos de sobra para ser feliz, já que seu EP
foi bem recebido pelos amantes do samba rock. “O projeto preparou o terreno para eu lançar um CD somente com inéditas. Achei
bons proƒssionais que sabem trabalhar e se entrosaram commeu estilo progressivo”, comenta aos risos. Embora tenha passado mais
de uma década sem lançar material inédito, Luis Vagner não parou de fazer seus shows. “Sempre toquei minhas canções no eixo
Rio-São Paulo, em toda a região sul e em muitos países da Europa. Quem vai me assistir gosta de dançar e é fã de uma boa gui-
tarra”, deƒne Vagner, que se autodenomina guitarreiro (esse termo batizou uma de suas canções, lançada em 1976).
O nome de Luis Vagner é imediatamente associado ao maior su-
cesso de sua carreira,
Só que deram zero pro Bedeu
, single de seu pri-
meiro disco solo,
Simples
(1974).“Foi através dessa música que ƒquei
conhecido nas rodas de sambalanço. Na época, o instrumento prin-
cipal era o violão e eu cheguei com minha guitarra elétrica e inŸu-
ência direta de blues. Jorge Ben Jor ƒcou maluco”, recorda. A moça-
da vanguardista da época cresceu o olho em Luis Vagner, inclusive
a turma da Jovem Guarda. “Ao mesmo tempo em que me tornei
amigo de Erasmo Carlos e Eduardo Araújo, Bebeto e Wilson Si-
monal também colaram na minha", relembra.
COMPOSITOR
Mas antes de revolucionar o gênero, Luis já era reconhecido como
compositor e Tom Gomes foi seu principal parceiro de trabalho.
Juntos, escreveram mais de 200 músicas, entre elas o clássico
Silvia
20 horas domingo
, gravada por Ronnie Von em 1968. "Também com-
pus com Bebeto, Bedeu, Silvio Britto e tantos outros”, completa. O
artista recorda com carinho de composições que se tornaram hits
nacionais:
Espelho mágico
,
Saudade do Jackson do Pandeiro
,
Coisa boa
,
Segura Nega
e
Como?
. “Muitas dessas faixas foram regravadas por
artistas da atualidade. Uma das melhores versões foi feita por Mar-
celo D2. Ele regravou
Camisa 10
(parceria com Hélio Matheus) em
uma levada rap que eu achei sensacional”, elogia.
Figurinha carimbada em vários países da Europa, Vagner tem pú-
blico ƒel em Mônaco e na Itália, onde já tocou diversas vezes. “Infe-
lizmente, o samba rock tem mais tradição nos EUA e Europa do que
aqui", reitera. Curiosamente, no ƒm dos anos 80, o artista passou uma
temporada na França e se tornou jogador proƒssional de futebol. Ele
foi o centro-avante do Vaux Sur Senne, time da cidade em que se
hospedou. “Aquilo foi mais uma diversão do que proƒssão. Levamos
o time ao oitavo lugar no campeonato francês”, relembra.
Outra curiosidade que cerca a carreira artística de Vagner está liga-
da ao seu antigo grupo, os Brasas. Formado em 1968, a banda lançou
seu primeiro disco, porém não foi muito além.Ele relembra que, pres-
tes a lançar o segundo trabalho, o produtor musical perdeu a master
de todas as faixas. “Isso fez com que a banda se desentendesse e cada
um seguisse um caminho musical diferente”, diverte-se.
O
rei
da
GUITARRA
LUISVAGNER
CONTINUABATENDOUMBOLÃO! PRESTESALANÇARNOVOCD, ELE
FALADAATUALCENADOSAMBAROCKERELEMBRAFATOSDESUACARREIRA
LUISVAGNER, SOBREOGÊNEROQUEOCONSAGROU
"MUITOSGRUPOSTOCAMROCKCOMMELODIADESAMBA,
MAS ISSONÃOTEMNADAAVERCOMSAMBA ROCK"
DIVULGAÇÃO
1...,60,61,62,63,64,65,66,67,68,69 71,72
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