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Notícias

24 de maio de 2013 Por Gustavo Godinho

Na contramão da moda

Os irmãos Edson e Hudson Cadorini têm muitas histórias na bagagem. Algumas boas, outras nem tanto. Assumiram erros publicamente, somaram muitos acertos e recentemente concretizaram a reunião da dupla com o projeto “Faça um Circo para você”. Com canções românticas, o CD/DVD aposta no country rock e não traz elementos da nova onda sertaneja.

Para produzir essa matéria falei com Edson. E olha que entrevistar o artista é sempre arriscado. Se o jornalista não ficar atento, ele toma as rédeas do papo e já começa a contar piadas. No início,  ele falou descontraidamente sobre a agenda de shows e os motivos por terem gravado um projeto no circo. Mas não contava que a conversa tomaria um rumo diferente. Questionado sobre o atual momento da música, Edson assumiu uma postura séria e soltou o verbo. “Não tenho rabo preso com ninguém”, justificou.

“Faço Um Circo Pra Você” comprova o que eles já vinham alardeando antes do lançamento do projeto. Os irmãos apostaram em canções com uma pegada mais romântica, com pitadas de rock/country – deixando de lado o arrocha e outros gêneros do momento, como funknejo e vanerão. “Respeito todos os estilos. Os artistas universitários abriram as portas para a popularização em massa do sertanejo. Mas, junto com os bons, vieram também muitos artistas ruins. O mercado tem esse problema”, explica Edson. “Nesse nosso retorno, queremos provar ser possível fazer sucesso tocando o gênero no qual acreditamos. O brasileiro sempre apreciou e sempre vai apreciar canções românticas”,  completa.

No projeto, os irmãos contam com a participação de Léo Canhoto e Robertinho nas canções “Vou Tomá Um Pingão” e “Meu Velho Pai”; da emergente dupla Marcio & Douglas (afilhados dos anfitriões) na faixa “Baby, Tonight”; e do Padre Alessandro Campos em “Amar ao Próximo”, composta por Hudson, “Essa música com o padre é emocionante, mexe muito com o ouvinte”, diz.

PAPO RETO 

Entre uma resposta e outra, Edson analisa a forma de atuação dos empresários artísticos do sertanejo. Relata que, por conta de alguns managers, muitos artistas iniciantes não chegam a exercer o seu real talento. “O investidor vê que determinado estilo musical está fazendo sucesso e exige que seu artista copie a batida. Não pode. É preciso criar identidade própria”, dispara. “Tem empresário querendo ser mais estrela que o próprio artista”, continua, sem citar nomes.

Driblando percalços, a dupla está na ativa há 29 anos – sem contar o período entre 2009 e 2011, em que ficou separada. Hudson tentou carreira solo como roqueiro e não obteve muito sucesso. Depois fez uma junção relâmpago com o cantor Donizetti, que também não vingou. Edson, por sua vez, conseguiu se sobressair como cantor solo. Vendeu 100 mil cópias do trabalho “Edson e Você”, e emplacou hits como “Uma Canção pra Você”.

Segundo o cantor, a reunião com seu irmão aconteceu por carência afetiva. “A pior burrada que eu fiz na minha vida foi terminar com a dupla. Somos o complemento um do outro”, comenta Edson. Porém, é notório que os irmãos são donos de personalidades distintas e, para lidar com isso, tiveram que colocar os pingos nos is. “Desta vez, fizemos tudo de comum acordo, desde a escolha de repertório até a gravação, mixagem e definição de ações promocionais. No que se refere à carreira da dupla, aprendemos a lavar roupa suja de forma privada. Nada mais vazará para a mídia”, pontua.

No final da entrevista, Edson relaxou e disparou mais uma piada. “Não é muito do meu feitio, mas vou te dar o furo”, disse em tom debochado. Ele se referia à nova investida da dupla: a gravação de uma canção em inglês para ser lançada no mercado norte-americano. “Vamos escolher um hit da nossa carreira, verter para o inglês e arranjar com levada rock”, avisa, garantindo que a gravação terá a participação de um guitarrista internacional. “Pode ser uma versão rock de “Me Bate, Me Xinga” com a participação do Slash”, deixa no ar. Só a título de curiosidade, quando Hudson seguiu carreira solo, gravou algumas canções com o baterista Matt Sorum (ex-Guns n’Roses e Velvet Revolver, ambas as bandas fundadas por Slash).

Esta matéria também pode ser conferida na revista Sucesso! nº 151
FOTO: Gustavo Godinho 

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