Portal Sucesso
Publicidade
Portal Sucesso
Portal Sucesso no Twitter Portal Sucesso no Facebook Portal Sucesso no Youtube




Notícias

16 de julho de 2013 Por Gustavo Godinho

Caiu na net

Ana Carolina finalmente saiu de sua concha criativa e, após quatro longos anos, lançou seu novo CD, “#AC”. Como o título sugere, a cantora foi completamente influenciada pela internet e, consequentemente, pelas redes sociais. Por conta disso, reestruturou sua carreira e agora aposta no lançamento de singles virtuais e parcerias com plataformas de streaming para a divulgação do projeto.

Disponibilizado recentemente pela Sony Music, “#AC” é um disco que pontua uma nova fase na carreira de Ana Carolina. No projeto, a artista se reinventa e apresenta arranjos totalmente calcados no pop. Ela também mostra que, apesar de passar por um hiato de quatro anos, acompanhou a evolução do mercado e entrou de cabeça no mundo virtual. “Navego na internet pelo menos 12 horas por dia. Sou completamente viciada. Coloquei a hashtag no título do disco justamente para dialogar com o público das redes sociais”, explica a cantora.

Ana Carolina tem mais de dois milhões de seguidores em sua fan page no Facebook e quase 50 mil no perfil do Twitter. Esses números são bem expressivos e ela, com o suporte do escritório Tribo Produções, prepara-se para divulgar “#AC” também nas redes sociais. “Embora o resultado das vendas digitais não esteja próximo das físicas, mantemos um excelente relacionamento com os canais que fazem a distribuição nesse formato. A divulgação virtual é tão importante quanto emplacar singles em emissoras de rádios e participar de programas de TV”, explica a empresária da cantora, Marilene Gondin.

No período em que Ana ficou sem lançar um projeto com canções inéditas, Marilene diz ter estudado cuidadosamente a evolução do mercado. E, por conta da mudança do padrão de divulgação dos singles, buscou parceria com o principal expoente de venda digital de música, o iTunes. “Antes de ‘#AC’ chegar às lojas em formato físico, divulgamos ele de forma gratuita no iTunes. Essa foi a primeira vez que um disco nacional foi disponibilizado via streaming na plataforma. E a ação se tornou referência”, analisa Marilene. “As vendas no iTunes são bastante expressivas dentro da realidade desse segmento do mercado. O ‘#AC’ esteve durante um bom tempo no primeiro lugar de vendas, tendo ainda uma posição de destaque no ranking dos Top Albuns”, completa Ana Carolina.

Embora tenha ficado quatro anos sem lançar um trabalho inédito, Ana Carolina sempre esteve na estrada apresentando seus shows. Segundo sua manager, a artista apresenta um espetáculo totalmente flexível e consegue fazer um crossover com o segmento popular. “Ana é uma das poucas artistas da MPB que se apresentam com frequência em eventos abertos ao público, festas e feiras agropecuárias. Ela tem cantado nos principais eventos do interior de São Paulo. Esse mercado ocupa um lugar de grande importância no nosso planejamento anual”, explica Marilene. E Ana também conseguiu consolidar sua carreira internacional. No ano passado, realizou duas turnês européias, apresentando-se em festivais itinerantes de jazz. “E em junho deste ano realizei uma grande turnê norte-americana e me apresentei em Nova York, Boston, Houston, São Francisco, Los Angeles, Orlando e Miami”, complementa a cantora.

ENTRE CLIPES E RESPOSTAS

Ana Carolina realizou o sonho de grande parte das mulheres brasileiras. Esteve confinada com Chico Buarque. E o resultado dessa “farra” pode ser ouvido na canção A resposta de Rita – que nasceu de uma forma curiosa. Maria Bethânia pediu para Ana Carolina criar uma resposta para a personagem do clássico A Rita, de Chico Buarque. “A faixa é o grito de uma mulher que ficou calada mais de 50 anos. Foi muito legal de fazer, do Chico ter participado e ter dado o aval para essa letra”, relembra Ana.

Outra canção curiosa é a bem humorada Pelo iPhone, espécie de atualização do clássico Pelo telefone (samba composto por Donga e Mario Almeida e lançado em 1916). “A letra fala das coisas ótimas e horripilantes do iPhone. Fala sobre o torpedo perigoso que chega em algum lugar onde existe uma pessoa que não deveria vê-lo, o que é um vacilo”, diverte-se Ana. “E muita gente se identifica com a letra”, completa.
Nessa onda de navegar todos os dias na internet, a artista também se aprimorou na arte de edição de vídeos e, quase sem querer, se tornou a produtora dos clipes das canções Um sueño bajo el agua e Leveza de valsa. “Em Um sueño fiz algo despretensioso, no iMovie. Ficou legal, mas amador e, por sorte, se tornou um viral”, recorda.

Já em Leveza de valsa, a coisa ficou mais profissional. Ana contou com uma equipe e fez do vídeo uma superprodução. “Fui para o centro da cidade (Rio de Janeiro), gravei o vídeo durante o dia, subi no caminhão, coloquei um piano de frente para o Theatro Municipal com os carros passando e foi um negócio super divertido. E eu não aceito que coloquem a mão na edição. Acabo ficando até seis, sete horas da manhã editando o material”, relata Ana. “Já fiz outro registro do que seria o making off de A resposta da Rita. Filmei o Chico cantando comigo, mas quero fazer um tratamento melhor para não ser tão making off e sim um videoclipe”, adianta.

Comments

Comentários





Comments

Comentários

publicidade