publicidade
Portal Sucesso
Portal Sucesso no Facebook Portal Sucesso no Instagram Portal Sucesso no Youtube Portal Sucesso no Twitter




Notícias

25 de novembro de 2016 Por Thiago Mourato

Buchecha mostra seus hits em versões repaginadas

buchecha 1

Prestes a completar 25 anos de carreira, Buchecha é parte fundamental na história do gênero outrora chamado de funk carioca e que, com o passar dos anos, deixou de ter conotação regional, passando a ser denominado funk pop. Desde o princípio dos anos 90, quando iniciou uma trajetória meteórica ao lado de Claudinho, o artista vem reinventando o som que ajudou a construir. Essa evolução fica clara ao analisarmos seus principais hits em ordem cronológica. Tudo começou com canções como Rap da bandeira branca e Rap do Salgueiro, que traziam os MCs cantando sobre uma base simples. Já na metade da década, Claudinho & Buchecha migraram para o melody, dando uma pegada mais pop às suas músicas. O resultado foi um sucesso estrondoso, com direito a participações nos principais programas de TV e inclusão de canções em trilhas de novelas.

Agora, Buchecha renova as músicas que marcaram mais de duas décadas de carreira, com arranjos de Kassim e parcerias com artistas de outros gêneros. O álbum Funk pop (Warner Music) traz Lenine (Conquista), Paralamas do Sucesso (Só love), Ludmilla (Implacável), Adriana Calcanhoto (Destino), Paula Toller (À distância), Emicida (Rap do Silva / Rima do Silva), Arnaldo Antunes (Sabiá) e Rogério Flausino (Quero te encontrar). “Essa ideia surgiu da minha equipe de marketing e da Warner. Eu já havia tido a oportunidade de duetar com a Adriana Calcanhoto, Ludmilla e Rogério Flausino. Então, quando iniciamos o projeto, já pensei logo nos nomes deles, pois além de serem maravilhosos intérpretes e artistas completos, também são pessoas de que gosto. Amo Lenine e seu cancioneiro, adoro Arnaldo Antunes, sempre fui fã da Paula Toller e do Kid Abelha. Emicida é um cara diferenciado e os Paralamas do Sucesso são muito importantes para a nossa música – e para mim, em especial”, diz Buchecha. Essa lista ainda é reforçada pelos filhos do cantor, Junior e Giulie, de 16 e 12 anos, respectivamente. Eles assinam, com o pai, as quatro inéditas do disco, incluindo Vem cá fazer um love, escolhida como primeiro single.

Trabalhado desde o ano passado, Funk pop deverá ter seu sucessor em breve. Ainda nesse ano, Buchecha lançará um EP com duas músicas, incluindo a nova de trabalho, Se eu pedir você me dá? “É uma canção bem dançante, divertida e com letra picante. Estou apostando muito nela, acho que vai se transformar em hit. O clipe, a ser gravado no Rio de Janeiro, também vai ser lançado esse ano”, explica o cantor. Ele adianta que já está trabalhando em um novo show para a turnê 2017.

Falando em show, Buchecha é um dos artistas mais requisitados para eventos corporativos, festas de casamento e formaturas. O cantor ficou surpreso ao saber que estava entre os principais nomes nesses mercados. “Interessante porque eu quase não divulgo isso. Acho que o repertório ajuda. Além disso, sou bem maleável, consulto o contratante antes de montar o repertório do show”, explica ele, cuja agenda está a cargo da A3B Music.

REFERÊNCIA

Ao colocar o funk no mainstream, Claudinho & Buchecha escancararam uma porta que nunca mais se fechou. Nos últimos 20 anos, inúmeros artistas despontaram na cena – Anitta, Ludmilla, MC Guimê, Lexa, Nego do Borel etc. – e o funk se tornou a principal vertente no Brasil da chamada música pop. Mas nem sempre foi assim. “No começo, as pessoas não sabiam muito bem o que a gente cantava. E muitos ficavam com o pé atrás. Era natural ter preconceito com o gênero. Mas vendemos mais de um milhão de cópias do primeiro álbum, lançado em 1996, e tudo começou a mudar. Hoje vemos o funk na teledramaturgia, em festivais, vemos artistas ganhando prêmios. A gente conseguiu superar os preconceitos. A playboyzada das classes mais ricas aderiu ao funk através da nossa música”, comenta. “Claro que antes de Claudinho & Buchecha já existiam outros MCs bem conceituados na cena, mas havia uma enorme lacuna no que diz respeito ao reconhecimento nacional. Penso que nossa irreverência e as batidas pop da nossa música abriram muitas portas ainda desconhecidas pela maioria dos artistas de funk. Foi uma explosão nossa aparição nas TVs e rádios. Sem dúvida, isso despertou o interesse da mídia em saber o que outros MCs tinham para oferecer”.

Comments

Comentários



publicidade