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Notícias

4 de dezembro de 2016 Por Thomaz Rafael

Transamérica hits é considerada a maior rede de fms do país

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Quando se fala em Transamérica, especialmente em algumas das principais capitais do Brasil, logo se pensa na emissora que marcou época nos anos 90, com promoções pioneiras, programas irreverentes e uma escola brilhante de locutores e humoristas. É provável até que alguns ouvintes imediatamente se recordem da voz padrão retumbante da rádio, mesmo não tendo ideia que o dono da mesma era o lendário locutor Walker Blaz (hoje responsável pela locução dos canais HBO no Brasil e América Latina). Outros provavelmente pensarão nas tradicionais transmissões esportivas da emissora e haverá até quem cite a imponente antena da rádio, em sua sede, em São Paulo, sempre iluminada e com quase o dobro de tamanho da Torre da Globo e da TV Gazeta, localizada na Avenida Paulista.

Se a história da Rede Transamérica Pop se confunde com a vida de milhões de ouvintes nos grandes centros do país, é curioso pensar que a grande maioria deles nem imagina que exista uma outra rede de rádios do grupo, também chamada Transamérica, mas com uma programação musical totalmente diferente. E, mais importante, que se trata da maior rede de FMs do país.

Sim, com 55 rádios, incluindo emissoras próprias e afiliadas, a Transamérica Hits foi fundada em 2000 (27 anos depois da primeira emissora do grupo ser inaugurada, em Recife) e atualmente atinge centenas de municípios brasileiros de 11 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Rio Grande do Sul. Ao contrário da Transamérica Pop – com programação mais pop e voltada ao público jovem -, que opera em diversas grandes capitais, a Hits prioriza pequenas e médias cidades do interior. As duas únicas exceções são BH e Porto Velho. O sertanejo domina a programação e a base de operação da rede, que se localiza em São Paulo, na mesma sede da Pop, embora a capital paulista, como já vimos, não receba o sinal da emissora.

Outra peculiaridade da Transamérica Hits é ser, juntamente com a própria irmã “pop”, uma das poucas grandes rádios brasileiras a terem uma mulher no comando artístico. A incumbência é de Gislaine Martins, locutora da casa há quase 20 anos e uma das vozes mais marcantes do FM nacional. Abaixo, a gerente artística da Rede Transamérica fala sobre seu trabalho, os diferenciais da emissora e a força do rádio ainda como divulgador de canções.

SUCESSO! – Em que ano você começou na Transamérica?
Gislaine Martins – Fui contratada em fevereiro de 97. Estava na antiga Nova FM (hoje, Nova Brasil), aqui em São Paulo, depois de ter passado no interior paulista pela Educadora (Campinas), Stereosom, da minha cidade, Limeira, e Fraternidade FM (Araras).

Em todos esses anos, mesmo agora ocupando a gerência artística da casa, sempre atuou como locutora?
Sim, já são quase 20 anos no ar pela Transamérica Pop. E trabalhei dois anos como locutora na Hits. Assumi o cargo de coordenadora quando o gerente era o Ruy Balla e, há cinco anos, fui promovida a gerente na Pop e na Hits. Mas sigo apresentando na Pop o 2 em 1 (programa que aborda relacionamentos, comportamento, saúde e bem estar), ao lado do Ricardo Sam (de segunda a sexta, das 8 às 10h).

Você está no SBT também há muito tempo, certo?
Sim, estou há 17 anos no SBT, sempre no mesmo programa, o Domingo Legal. Primeiro com o Gugu e depois com o Celso Portiolli. Faço locução ainda no Sabadão, também apresentado pelo Celso.

Voltando à Transamérica Hits, quantas horas diárias são transmitidas a partir de São Paulo?
Das 8 às 10 da manhã e do meio-dia às 15h, apresentamos programas feitos em São Paulo, que são obrigatórios para a rede. O mesmo acontece das 22 às 5, mas aí basicamente com programação musical. Nos demais horários, as emissoras próprias e as afiliadas podem transmitir conteúdo próprio. Mas temos muitas que retransmitem 24 horas por dia a programação daqui.

Música sertaneja é o carro-chefe da programação?
Sim, 90% da programação é de música sertaneja. É o gênero que predomina em todo o país. Também tocamos um pouco de pagode e bem pouco de funk: apenas artistas de muito sucesso deste gênero, como Anitta, Ludmilla e Nego do Borel. Mas abrimos exceção para algumas tendências, como hits de novelas, além das músicas mais pedidas pelos ouvintes. O atendimento aos ouvintes funciona 12 horas por dia e estudamos também os pedidos por WhatsApp, e-mails e redes sociais. Também levamos em conta as pesquisas da Crowley e Connect Mix.

Tocam só sucessos ou lançam novidades?
Tocamos várias novidades, acho que esse é, inclusive, um diferencial da Transamérica Hits. Particularmente, é algo que gosto muito de fazer. Investir em apostas, acreditar em novos artistas… Tenho forçado bastante isso por aqui. É importante “fazer” novos produtos, até pra chamar a atenção do mercado para nossa força.

A rádio se preocupa em tocar o maior número possível de músicas ou prefere apostar em talk shows?
O ideal é encontrar um meio termo. Temos bastante bate papo num de nossos principais programas, o Sofazão de Couro, no qual os artistas se sentem muito à vontade – sentados no sofazão, claro -, pra contar novidades da carreira e até da vida pessoal, além de tocar suas músicas. Isso também acontece no Estúdio Ao Vivo, programa super tradicional da casa, criado na Transamérica Pop ainda nos anos 80, onde cantores tocam versões exclusivas de sucessos, lançam novas canções e igualmente interagem com os ouvintes, respondendo a várias perguntas. São atrações divertidas, com conteúdo diferente, mas é importante lembrar que sempre tendo a música como destaque. Até porque acho que, apesar de tantas plataformas virtuais disponíveis, o ouvinte ainda liga o rádio pra ouvir música. Mas temos que ser criativos e oferecer diferenciais. Faz toda a diferença ter programas como esses dois citados.

Além do Estúdio Ao Vivo, outros programas ou conteúdos nascidos na Pop também foram absorvidos pela Hits?
Sim. Temos o Clube da Insônia, que sempre fez sucesso na Pop e há alguns anos está na Hits, mas com programação diferente, é claro. Além do Conectados, que é basicamente igual ao Toca Uma, que fez parte da programação da Pop durante anos. Na Hits, só mudou de nome.

E quanto ao conteúdo da Hits na internet, trata-se de uma extensão do que ouvimos na rádio?
Acho que, na verdade, é até bem pelo contrário, pois há muito conteúdo diferente em nossas redes sociais e em nosso site. Publicamos muitas notícias, até mesmo fofocas, além de divulgar lançamentos de clipes e canções, mas sempre de artistas que tocam na programação.

Por falar nos artistas, percebo que agora muitos diretores de rádio usam a palavra “parceiros” para se referir a eles…
Sim, e essa parceria entre nós e os artistas é a relação que melhor funciona no dia a dia. Eu diria até que, na Transamérica, praticamente só tocamos os artistas que são grandes parceiros. Aqueles que se dispõem a participar, às vezes até com certa frequência, de nossos programas. Os que topam fazer o Estúdio Ao Vivo, ou tocam em nossos eventos, nos muitos shows de aniversário das rádios afiliadas e em festas de aniversário de cidades com promoção da rádio… Essa aproximação do artista com nossos ouvintes, seja na interação via programação, seja nos shows, é muito importante. Acaba sendo um bom negócio pra todos.

Esses shows são com bilheteria?
A grande maioria, sim, mas alguns, com entrada franca, tem apoio de patrocinadores.

Pelo fato de várias emissoras da rede estarem em cidades menores, fica mais difícil determinar números de audiência?
Nossas afiliadas estão em municípios onde não há pesquisa do Ibope, por isso muitas emissoras fazem pesquisas próprias, como por exemplo a Transamérica Itapira, onde os resultados mostraram que mais de 50% dos ouvintes locais ouvem a rádio. Uma exceção é Belo Horizonte, onde logicamente há Ibope e, normalmente, aparecemos entre os dez primeiros. Mas temos audiência expressiva em praticamente todas as praças.

São poucas as mulheres que atuam como coordenadora ou gerente artística numa grande rádio FM brasileira, certo? Em algum momento sofreu algum tipo de preconceito por isso?
Acho que sou a única em São Paulo e uma das poucas no Brasil. No trabalho diário, tenho muito mais contato com homens, seja aqui na rádio, seja com parceiros, empresários de artistas… E posso afirmar que nunca tive problema. Pelo contrário, sinto na verdade muito carinho de todos. Agora, quem me conhece sabe que não sou exatamente uma menina delicadinha no trato com as pessoas (risos). Acho que minha personalidade forte, sendo boa ou não, acaba influenciando na relação de respeito que tenho com todos do mercado.

O que esperar da Hits neste final de ano?
Estamos, como sempre, criando diversas promoções, sempre com prêmios que realmente interessam aos ouvintes. Ou são presentes legais, até caros, como smartphones e tablets, ou ítens que não dá pra comprar por aí, como o violão de um determinado artista ou o chapéu do Sorocaba – enfim, presentes especiais. Estamos também produzindo um tema especial, voltado às festas de fim de ano e ao verão que se aproxima, com uma mensagem positiva. Nesse ano, o tema será gravado pela Turma do Pagode e pelo Thiaguinho. É a primeira vez que o tema de fim de ano da rádio será gravado por artistas de pagode. Mais uma novidade para nossos ouvintes!

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